sexta-feira, 13 de abril de 2012

Tom Copson







                                                    Quando nasci, não sei o que pensei. 
Algo queria dizer, palavras não encontrei. 
Quando cresci, vi coisas horríveis: Amores infelizes. Desesperei-me. 
Não acreditava, mas era verdade. Fazia parte da realidade. 
Meu coração de criança, chorando e sonhando.
Um sonho de meu coracao...


Lembro que esta foi a primeira canção que compus quando tinha 12 anos de idade. Ela se chamava O verdadeiro significado de amar. Vivia cantarolando melodias sem sentido para que destas minhas palavraspudessem ter algum sentido. A música sempre foi a arte que alimentou minha alma e a vez se sentir aconchegada.

Estou em uma fase na minha vida que não consigo dormir sem saber que estou vivendo meus sonhos. Estudo Administração desde os meus 17 anos. Agora, 6 anos depois, ainda não terminei meu curso e tudo está bem embaralhado para que eu possa concluí-lo. Não quero esperar mais para começar a fazer o que amo. Foi quando eu sonhei esta semana e me vi com 8 anos de idade.

Perto da minha casa havia um pequeno reservatório de água com peixes e todas as manhas eu ia lá para alimentá-los. Eu sentia que eu tinha obrigação de fazê-lo, contrariando minha mãe que sempre me esmurrava por desperdiçar nosso alimento com os peixes. Sonhei sobre meus dois cachorros, Romeu e Julieta (sempre fui romântico), e quanto eu chorava porque minha mãe não me deixava alimentá-los.

Eu continuo sendo a mesma pessoa hoje; tenho que compartilhar com todos o que eu tenho. Pensei que deveria espalhar minha verdade de alguma forma. Por isso, tornei-me um music manager e o primeiro dos artistas com quem eu colaboro é o Tom Copson.


Ele começou sua carreira desde jovem; escrevendo sobre seus sentimentos e sua perspectivas das verdades eternas. Eu tenho acompanhado sua carreira desde que eu o vi cantando em um bar na Alemanha. Este foi um dos momentos mais grandiosos na minha vida. Quando ele abriu sua boca, foi como se todo o bar reverenciasse aquela verdade que estava sendo dita em notas. No fim do show, ninguém pôde ouvir uma gota ou sussurro naquele bar obscuro. Fui lá; apresentei-me e o segui em dois outros shows nos dias seguintes.

Copson está lançando seu primeiro álbum de “estúdio” intitulado Woven no dia 4 de junho. O álbum está incrível. Foi gravado em antigas igrejas (não é de música sacra), apenas um belo cenário. 4 músicas do álbum podem ser escutadas aqui e 2 estão para download.

Espero que vocês possam ser tocados por este artista como eu fui. Infelizmente, a falta de orçamento limita a merecida atenção do público para o projeto. Contudo acredito que o que é de qualidade sempre terá um retorno. Apreciem a obra deste meu amigo e verdadeiro artista.



   WOVEN





quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Nana





Todos os dias surgem novos artistas, músicas diferenciadas e gente com pretensões de aparecer pela excentricidade. O que tem de sobra são aqueles artistas que querem ser tão diferentes que se perdem em si mesmos, acabando por ser desinteressantes. Enquanto alguns têm surtos desequilibrados, outros criam e nos encantam, como é o caso da baiana Ananda Lima, a Nana, que vem com seu equilíbrio e nos proporciona um dos maiores deleites dos últimos tempos: o demo Expressionismo Alemão.

Sua música mistura a chanson française, a bossa nova e elementos eletrônicos, embora as músicas tenham uma sonoridade completamente orgânica. A voz de Nana é doce (diria até açucarada, mas sem ser enjoativa), massageando os ouvidos e a alma. Expressionismo Alemão é o nome de uma das músicas e dá título ao demo lançado pela Musicoteca, disponibilizado gratuitamente (link de download direto abaixo). As músicas são cheias de alegria e parecem cantadas com um belo sorriso no rosto que nos contagia e envolve em uma felicidade sem fim. A primeira música a ouvirmos é O Céu de Estocolmo, que transborda aquele encanto de um primeiro amor e a vontade de trazer a pessoa para perto de nós. Em seguida, Expressionismo Alemão (vídeo abaixo) tenta retratar o momento em que estamos tomados pela nostalgia e medo de contar sobre esse amor, aqui tratado pela forma com que se vê o mundo por meio do expressionismo alemão. Benjamin de certa forma retrata do medo do fim, ou o final daquilo que mal (ou nunca) começou. Por último temos I Can't Fall In Love que, com um ar mais lo-fi, fala do medo que o outro tem de ser machucado pelos sentimentos alheios.

Delicie-se ao som de Expressionismo Alemão:








Download

Álbum - Expressionismo Alemão [demo]
Artista - Nana
Ano - 2011

Faixas:
1. O Céu de Estocolmo
2. Expressionismo Alemão
3. Benjamin
4. I Can't Fall In Love



sábado, 21 de janeiro de 2012

Esperanza Spalding: uma luz no fim do túnel









Boa noite leitores e leitoras!

Quando paro para pensar na música popular num quadro geral fico muito desanimado, é impressionante como (quase) tudo hoje é descatável, a todo ano surgem novos salvadores do rock, queridinhas da música pop que chamam atenção por tudo menos pela sua música, e assim a música vai perdendo o seu status de arte e se transformando apenas num produto, mas uma vez ou outra tem um peixe nadando contra a maré, e a Esperanza Spalding é um exemplo perfeito disso.

Para aqueles que ainda não a conhecem, a Esperanza Spalding é exímia uma contrabaixista e cantora estadunidense, essa moça desde muito cedo criou vínculos com o mundo da música, ao quatro anos se apaixonou pela música ao ver uma apresentação do Yo-Yo Ma (acho que tivesse visto uma apresentação ao vivo do Yo-Yo Ma teria a estudar música bem mais cedo também!), a partir daí a Esperanza começou a estudar violino, e um ano depois, aos cinco anos, ela já tocava Sociedade de Música de Câmara de Oregon.

Além do violino as Esperanza também aprendeu a tocar oboé, clarinete, violão só veio descobrir o contrabaixo na adolescência. Logo essa menina prodígio começou a compor, e ainda na infância a Esperanza começou o seu duradouro romance com o jazz, aos quinze anos a Esperanza largou o ensino formal (esse já não supria mais as necessidades dela) e ganhou uma bolsa de estudos integral na prestigiada Berklee College, onde três anos depois se tornou a mais nova professora da história da instituição.





Mesmo tendo mãos pequenas ela não deixa nada a desejar quando toca, ou melhor, conversa com o contrabaixo. Em seu primeiro álbum, o Junjo (2006) traz um trabalho leve e sofisticado, na verdade esse álbum me lembra um pouco o trabalho do Medeski, Martin & Wood, principalmente na percussão. Aqui, a Esperanza já chega mostrando que além de tocar muito bem, ela canta numa união perfeito de técnica e sentimento, e eliminando a necessidade de letras. Embora o piano seja um elemento sempre presente no disco, ele não tem muito espaço ao longo do trabalho, fica sempre completando a harmonia, mas com uma presença sutil, até chega à faixa que dá nome ao disco, aqui ela pesa mais, resultando numa das melhores faixa do trabalho.

No seu segundo disco, Esperanza (2008), é somada uma nova paixão a vida da Esperanza, a música brasileira, mas especificamente a Milton Nascimento, essa nova paixão associada ao jazz resulta num álbum unicamente delicioso. Cantando em inglês, português e espanhol a Esperanza mostra que é muito versátil, indo da improvisação até chegar em músicas como Cuerpo y Alma (Body & Soul), clássico imortalizado na voz da Ella Fitzgeral e também da Billie Holiday. Comparando ao Junjo o Esperanza é bem mais animadinho! Contudo, para os fãs mais puritanos do jazz, pode achar que o trabalho foge um pouco, ou pode até mesmo achar o trabalha um retrocesso, disso eu discordo.

Uma das coisas que acho mais mágicas nesse álbum é como a voz dela se mistura aos sons dos instrumentos, com contrabaixo, com o trompete, numa afinação perfeita! Ficando muito difícil separar a voz dela do som do trompete, por exemplo, criando um som mágico e inebriante. Isso fica bem fácil de ver/ouvir nas músicas I Adore You e Mela.





Em 2010 saiu o terceiro álbum da Esperanza, o Chamber Music Society, que dá continuidade a “linha sonora” que a moça vem percorrendo, um trabalho que retoma a vibe do Junjo, associada a clássicos da MPB, como Inútil Paisagem, e com direito a parceria com Milton Nascimento, esse trabalho atingiu um sucesso inesperado, e rendeu a Esperanza Spalding o Grammy (2011) na categoria de Artista Revelação, “roubando” do principal candidato na categoria Justin Bieber, um fato curioso que ocorreu graças a esse prêmio, foi que os/as fãs do Justin Bieber alopraram depois disso! A galera começou a insultar a Esperanza em páginas dedicas a ela na web, até pensei em fazer uma piada com o Justin Bieber e/ou seus fãs, mas seria fácil demais, é melhor deixar pra lá, além do que pelo nível de educação que essa galera tem exibido, eu com certeza não quero me meter nessa briga.

No jazz é muito comum as mulheres se destacarem cantando, mas a Esperanza abre um espaço para as mulheres como instrumentista também, lugar geralmente reservado aos homens, e também a sua premiação no Grammy, na categoria Artista Revelação, é uma honraria nunca concedida antes a uma jazzista!

É interessante, e deu muito o que falar, a admiração, e por conseqüência a relação, dela com o Milton Nascimento, os dois estão fazendo cada vez mais shows juntos, inclusive fizeram uma apresentação no Rock in Rio (2011), que eu infelizmente não pode assistir presencialmente, mas acompanhei ao vivo na net, e fiquei impressionado ainda mais com ela, ela canta muito, toca muito, tem um presença de palco muito marcante e é um show de simpatia, além de ser linda! (vou parar de babar por aqui e retomar o que tava falando antes).

Quando esteve no Brasil a Esperanza chamou bastante atenção pelo seu sucesso em ascensão, e também falou muito, dando inúmeras entrevistas, para a Folha de São Paulo e a revista Bravo! são alguns dos exemplos, e justamente na entrevista que concedeu a Bravo! Ela falou que esta aprendendo a falar português justamente para entender melhor às composições do Milton Nascimento (quanta dedicação!).





Vez ou outra fico meio decepcionado com o não reconhecimento de tantos grandes artistas, e o super reconhecimentos de artistas complemente pré-fabricados pela mídia, mas tenho minha fé no mundo renovada quando vejo pessoas do quilate da Esperanza Spalding que “toma” o seu espaço, contrariando todas as expectativas e desbancando grandes apostas. Então, ainda há uma luz no fim do túnel!




Álbum: Junjo
Artista: Esperanza Spalding
Gênero: Jazz
Ano: 2006
Tracklist:
  1. The Peacocks
  2. Loro
  3. Humpty Dumpty
  4. Mompouana
  5. Perazuan
  6. Junjo
  7. Cantora de Yala
  8. Two Bad
  9. Perazela





Álbum: Esperanza
Artista: Esperanza Spalding
Gênero: Jazz
Ano: 2008
Tracklist:
  1. Ponta De Areia
  2. I Know You Know
  3. Fall In
  4. I Adore You
  5. Cuerpo Y Alma (Body & Soul)
  6. She Got To You
  7. Precious
  8. Mela
  9. Love In Time
  10. Espera
  11. If That's True
  12. Samba Em Preludio





Álbum: Chamber Music Society
Artista: Esperanza Spalding
Gênero: Jazz
Ano: 2010
Tracklist:
  1. Little Fly
  2. Knowledge Of Good And Evil
  3. Really Very Small
  4. Chacarera
  5. Wild Is The Wind
  6. Apple Blossom
  7. As A Sprout
  8. What A Friend
  9. Winter Sun
  10. Inútil Paisagem
  11. Short And Sweet


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Antony and the Johnsons












Uma das mais grandiosas obras escritas foi A República de Platão. Sem falar nos elementos da organização social e justiça presentes no livro, ela nos apresenta a alegoria da caverna, uma evocação ao conhecimento humano da verdade. Imagine uma caverna preenchida por um grupo de pessoas que nasceram e cresceram lá. Na caverna existe uma fresta onde é possível enxergar um feixe de luz. Os habitantes da caverna temem qualquer elemento longe daquela realidade. Você está lá, acorrentado e imóvel, olhando apenas para a parede no fim da caverna, onde se é possível ver sombras. Escutam-se sons que vêm de fora, de modo que os prisioneiros, associando-os, com certa razão, às sombras, pensam ser eles as falas das mesmas. Desse modo, você julga que essas sombras sejam a realidade, monstros que o destruirá.


Como um grito a consciência humana para sua iluminação pessoal, amor ao ser eu, amor ao amor, a beleza na morte e o respeito à Natureza vem à voz e a obra do grande Antony Hegarty e seus colaboradores, os quais são chamados de The Johnsons. Antony & the Johnsons nos dirige para esta luz. Esta luminosidade que dói nos olhos porque abrem verdades dentro de nós, emociona o coração mais duro e nos permitir quebrar as correntes para percebemos que os monstros da caverna eram apenas nossos próprios fantasmas.


O lirismo em seus textos pinta belos cenários de um sentimento que incomoda. Frases como: “Espero que exista alguém que cuidará de mim quando eu morrer”, “Estou com medo no meio do caminho entre a luz e lugar nenhum”, “você viveu no meu mundo tão suavemente protegida apenas pela bondade de sua natureza” e tantas outras que com simples toques impactam de cheio a alma humana.








O início de Antony and The Johnsons data-se de 1998, com o seu álbum auto-entitulado. Ele foi extremamente bem aclamado pelos críticos e músicos de grande porte como Lou Reed, Rudus Wainwright, Boy George e Devendra Banhart. Estas parcerias iriam ser consacradas com o advento do seu melhor álbum em minha opinião, I am a bird now. O álbum foi lançado em 2005 e consacrou o artista com grandes polemicas devido aos seus clipes e temáticas. O álbum circula o tema da dualidade e da transformação; a observação de forcas e o poder de tocar em si mesmo.


O terceiro álbum, The Crying Light, traz um elemento raro na música – a correspondência do relacionamento humano com a natureza com os mesmos sentimentos que o envolvimento entre seres da mesma espécie. A música está mais controlada e acalma o ser humano com as lindas paisagens mostradas em um sono etéreo, construído pela voz do Antony. Swanlights, quarto álbum, continua na mesma temática. Para mim, é como a busca de encontrar um céu na terra, transformando momentos mortais em eternos.


Finalizando com a última parte do diálogo socrático com Glauco:


Sócrates - Agora, meu caro Glauco, é preciso aplicar, ponto por ponto, esta imagem ao que dissemos atrás e comparar o mundo que nos cerca com a vida da prisão na caverna, e a luz do fogo que a ilumina com a força do Sol. Quanto à subida à região superior e à contemplação dos seus objetos, se a considerares como a ascensão da alma para a mansão inteligível, não te enganarás quanto à minha idéia, visto que também tu desejas conhecê-la. Só Deus sabe se ela é verdadeira. Quanto a mim, a minha opinião é esta: no mundo inteligível, a idéia do bem é a última a ser apreendida, e com dificuldade, mas não se pode apreendê-la sem concluir que ela é a causa de tudo o que de reto e belo existe em todas as coisas; no mundo visível, ela engendrou a luz; no mundo inteligível, é ela que é soberana e dispensa a verdade e a inteligência; e é preciso vê-la para se comportar com sabedoria na vida particular e na vida pública.


Glauco - Concordo com a tua opinião, até onde posso compreendê-la.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Música inédita de Marcelo Camelo



A banda Los Hermanos voltará com uma turnê para comemorar os 15 anos da banda e os ingressos para os shows estarão a venda a partir de amanhã, como fala Bruno Medina aqui. Mas quem disse que com isso os integrantes, que atualmente estão em projetos paralelos, vão deixar de continuar o que andam fazendo? Marcelo Camelo em show no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, apresentou uma música inédita. A música que, segundo Camelo tem o título provisório de "Luzes da cidade", foi apresentada em um momento intimista apenas com voz e violão.

Confira:




Letra:

Luzes da Cidade
Coração Solar
Beijo de chegada
Hora de entrar em cena
Eu e a minha pequena
Gogo só de dois

Fim da tempestade
Vila Isabel
Velha novidade
O teu sorriso bossa nova
Que esse céu azul se mova
Muito devagar

Pode ser abençoado o teu amor
é tão leal
pode ser
de abençoar

Luzes da Cidade
Coração Solar
Beijo de chegada
Hora de entrar em cena
Eu e a minha pequena
Jogo só de dois

Fim da tempestade
Vila isabel
Velha novidade
O teu sorriso bossa nova
Que esse céu azul se mova
Muito devagar

sábado, 7 de janeiro de 2012

Michel Teló e a minhoca de ouvido




Óbvio que não estou ouvindo suas músicas nesse exato momento em que escrevo. Não é necessário. Ai se eu te pego gruda na cabeça de uma forma que até os gringos não conseguem tirar. O fenômeno que ocorre é chamado "minhoca de ouvido" (earworm) e acontece quando uma música entra em looping infinito no seu cérebro e aquele refrão não desgruda por nada.

O sucesso de Ai se eu te pego tomou proporções grandiosas (para não dizer catastróficas) e está fazendo um sucesso estrondoso em muitos países, principalmente da Europa. Não gosto do estilo sertanejo universitário (espero que termine a graduação logo!), mas é inegável que a música tem um ritmo por vezes atraente. Para mim pessoas de outros países gostarem da música faz total sentido: há uma certa brincadeira na forma com que tudo isso está sendo repercutido lá fora, o ritmo é divertido e tem alguns movimentos pseudossexuais irreverentes. A contradição que encontro em muitas das pessoas que reclamam de Michel Teló é que muitos estão sempre ouvindo músicas em inglês e nem mesmo sabem do que se tratam as canções.

A música retrata um momento em que na balada o eu-lírico se depara com uma menina linda e canta a garota dizendo "ai se eu te pego". Pronto, acabou a música. De certa forma ela tem seu mérito por não ser depravada e atinge o público alvo de forma não tão ofensiva aos demais. Resumindo: pelo menos não tem ninguém na velocidade máxima do créu. Por outro lado, qual a mensagem que se quer passar com tudo isso? Nenhuma. O objetivo é justamente este: deixar o cérebro oco. Surge então a questão: o que uma música precisa para ser boa? Ser escrita por Chico Buarque? Conter mensagens políticas e críticas sociais? O conceito de música boa é relativo. Aliás, o próprio conceito de música é relativo (Jobson que pode falar melhor sobre o assunto). A polêmica é tanta sobre o sucesso de Ai se eu te pego, que até mesmo Bruno Medina, da banda Los Hermanos (que atualmente se encontra em hiato), escreveu aqui uma carta para Michel Teló falando que a música afeta sua sanidade mental, causando muita polêmica. Do meu ponto de vista muitas músicas que repercutem na mídia tratam a mulher como um mero objeto sexual que está a disposição para uso e fruto do macho que olha para ela e diz "ai se eu te pego".

Enquanto se discute a qualidade das músicas veiculadas no mercado fonográfico, Michel Teló lucra rios de dinheiro com sua música, que já chegou em 1º na iTunes na Suíça e Portugal e já desbancou até Coldplay e Adele nas paradas musicais da Europa. O sucesso é tamanho que o próprio cantor já gravou uma versão em inglês para expandir seu sucesso na Inglaterra e Estados Unidos. Além disso, o rit já tem outras versões em muitas línguas.

Enquanto isso, cá estou eu esperando para ver aonde isso vai parar - tá bom, na verdade não estou dando a mínima. ¬¬

Versão em inglês:


Ah! Está bombando na web versões em muitas línguas!

Versão em espanhol:


Versão em francês:


Versão em alemão:


Versão em japonês:


Versão em hebraico (A MELHOR!):



sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Goldfrapp








A banda nasceu em 1999, formada pela Alison Goldfrapp com o Will Gregory, interessante como se tornou uma tendência, dessa nossa pós-modernidade, bandas pequenas como She & Him, Daft Punk, Justice, Kings Of Convenience e é claro El Perro Del Mar (a incrível banda de uma pessoa só), esses são só alguns poucos exemplos disso.

Já faz um tempo que eu queria escrever sobre o Goldfrapp aqui, aliás, não queria escrever sobre o Goldfrapp não, queria escrever sobre o Felt Mountain (2000) primeiro álbum do duo, junto com 100th Window (2003) do Massive Attack e o Dummy (1994) do Portishead, esse são os álbuns que eu considero a crème de la crème do trip hop, vou além digo que esses três álbuns compõe o antigo testamento do trip hop! Depois trago aqui os dois últimos.

Retomando o foco, a Alison começou sua carreira cantando (onde já transitava pela música eletrônica) na banda Orbital e também algumas parcerias com o ilustríssimo Trick, daí ela conheceu o Will, que na época estava trabalhando numa demo e a convidou para cantar, a demo nunca chegou a ser lançada, mas a parceria resultou no Goldfrapp, a Alison nos vocal e sintetizador e o Will compondo e também aos sintetizador.

Ainda lembro da primeira vez que vi a banda, foi uma das versões do clipe de Lovely Head ( existem dois clipes lançados) no extinto AMP Mtv (desse programa eu sinto saudades!), me apaixonei pelo som na mesma hora, e desde lá a belíssima Alison já gostava de aparecer com sua perna de fora! Com uma pegada bem down tempo e letras insinuantes, o Felt Montain é um dos álbuns mais sexy que já escutei o disco com alguns belos arranjos para violinos (mais uma vez os violinos) e vocal indo até regiões bem agudos, numa brincadeira com o vocal lírico, algumas vezes mais cru (Utopia) outras distorcidos (Deer Stop) dão uma sonoridade única ao álbum, chegando a ser algum etéreo.




Também é importante ressaltarmos as faixas em que não há letras (Felt Montain Oompar Radar), onde a Alison apenas esboça uma linha melódica, dando um peso muito maior aos sintetizadores que agora brilham de forma ímpar. Seguindo no álbum a penúltima faixa é de longe a minha preferida, Utopia, a faixa traz de volta todos os elementos que foram sendo apresentados durante o disco, e aqui a Alison canta, e como canta! fazendo o vocal e o back (lírico) ela mostra que pra cantar ela se garante muito.

O álbum é concluído com chave de ouro, com a faixa Horse Tears, mostrando um trabalho coeso, onde o amor/paixão é um elemento presente em todo o trabalho, explorando uma sonoridade mais calma e densa num tom quase melancólico.

A Alison cantar muito bem, se garante, contudo ela também é um rostinho bonito! Com seus cachos dourados, é notável nessa moça uma preocupação estética (além da sonora, obvio), sempre com um visual (quase) teatral, ela traz no seu visual um conceito bem forte, aliás, essa preocupação com um “conceito visual” é algo muito forte nesse cenário underground/indie/antipop, então bem antes da Lady Gaga, já tínhamos a Róisín Murphy, a Björk, o Daft Punk, a Patti Smith, acho que nos dias atuais esse é um complementar muito importante a música!



Seguindo nos disco temos o Black Cherry (2003), que muda completamente a atmosfera em relação ao trabalho anterior, agora numa vibe dance que mais tarde seria classificada como electroclash (vai entender....). Acho que não tem muito a se dizer desse disco, é legal, é muito legal, mas também não é nenhuma obra prima, com uma exceção a última faixa, Slippage, essa é mais uma faixa que não tem letra, mas invés de criar uma melodia a Alison simplesmente geme! Isso mesmo ela geme, e essa é a faixa mais legal do disco, e olhe que tem muita música boa aqui, mas encerrar o álbum com Alison gemendo foi uma sacada muito boa, e original.

O Supernature (2005) continua a mesma história do Black Cherry, numa levada mais animada e dançante, atenção para a faixa que abre o disco, Oooh La La, a primeira vez que aparece uma guitarra no trabalho do Goldfrapp, também é muito boa a deliciosa Fly Me Away que desacelera um pouco o ritmo do disco, e é essa faixa que dá o andamento do próximo disco, o Seventh Tree (2007), aqui é recriada uma atmosfera mais calma, e rola um flerte com o folk, o violãochega com presença marcante e muito bem acompanhado por uma harpa, um trabalho mais intimista, de onde são tirados os viciantes singles: A&E, Happiness e Caravan Girl. O Seventh Tree foi um álbum muito bom, o casamento perfeito entre o eletrônico e o acústico! E que ainda recebeu homenagem do Rasputina com um curioso cover do Clows.



O último álbum lançado pelo duo foi o Head First, que retoma aquela vibe mais animada do Black Cherry e o Supernature, mas agora incrementado com uma sutil pegada disco, que da o ar de novidade do trabalho, que fui muito bem aceito pela crítica, não só o Head First foi bem aceito como todos os trabalhos do Goldfrapp têm sido muito elogiados até agora, ocupado sempre um lugar de respeito nas paradas inglesas. Prova disso foi o convite e parceria para trabalhar numa faixa do Bionic, da ChristinaAguilera.

Dá pra perceber que o trabalho do Goldfrapp fui em ondas, ora a maré esta baixa, rendendo uma visão mais intimista, oura está alta produzindo gandres hits. Tem álbum prometido para o mês que vem, embora seja uma compilação e traga apenas duas inéditas, mas ainda sim eu estou esperando ansiosamente!

Então, Bom appetit =]




Abum: Felt Montain
Artista: Goldfrapp
Gênero: Trip hop, electroclash
Ano: 2000
Tracklist:
  1. Lovely Head
  2. Paper Bag
  3. Human
  4. Pilots
  5. Deer Stop
  6. Felt Mountain
  7. Oompa Radar
  8. Utopia
  9. Horse Tears


Abum: Black Cherry
Artista: Goldfrapp
Gênero: Trip hop, electroclash
Ano: 2003
Tracklist:
  1. Crystalline Green
  2. Train
  3. Black Cherry
  4. Deep Honey
  5. Hairy Trees
  6. Twist
  7. Strict Machine
  8. Forever
  9. Slippage
DOWNLOAD






Abum: Supernature
Artista: Goldfrapp
Gênero: Trip hop, electroclash
Ano: 2005
Tracklist:
  1. Ooh La La
  2. Lovely 2 C U
  3. Ride A White Horse
  4. You Never Know
  5. Let It Take You
  6. Fly Me Away
  7. Slide In
  8. Koko
  9. Satin Chic
  10. Time Out From The World
  11. Number 1



Abum: Seventh Tree
Artista: Goldfrapp
Gênero: Trip hop, electroclash
Ano: 2007
Tracklist:
  1. Clowns
  2. Little bird
  3. Happiness
  4. Road to somewhere
  5. Eat yourself
  6. Some people
  7. A&E
  8. Cologne Cerrone Houdini
  9. Caravan girl
  10. Monster love




Abum: Head Frist
Artista: Seventh Tree
Gênero: Trip hop, electroclash
Ano: 2010
Tracklist:
  1. Rocket
  2. Believer
  3. Alive
  4. Dreaming
  5. Head First
  6. Hunt
  7. Shiny and Warm
  8. I Wanna Life
  9. Voicething

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Feist







Boa noite pessoal! Hoje passei uma boa parte do tempo pensando em alguém pra falar aqui, são tantas as opções que às vezes fica muita fazer uma escolha, então decidi escolhe alguém que estava esquecido (por mim), e resolvi matar as saudades da Feist.


Essa canadense que está no seu sexto álbum que já teve hits chicletes e coleciona parcerias que fariam inveja a muita gente por ai (Peaches, José Gonzalez, Kings of Convenience, entre outros), acho que ela seja uma figura curiosa por motivo único, suas músicas alcançaram um projeção maior do que ela, ou como já cantou a Ellen Oléria “minha voz transcende a minha envergadura”, músicas como Mushabomm (tema de um comercial da Lacoste) e 1234 (tema de comercial do Ipod) ilustram bem tudo isso.



Minha primeira impressão ao escutar a moça foi: ta legal gostei, um popzinho bacana, mas isso é tudo? E resposta veio logo depois, isso não era tudo, aliás, isso não era nem o começo. A Feist ilustra bem o que eu gosto na música atual, é tudo meio misturado, não dá pra colocar rótulos fixos, um gênero musical hoje serve apenas pra nortear de uma maneira muito superficial. A música da dela é meio pop, meio indie folk, com algumas baladinhas gostosas, às vezes salpicado de jazz, tudo junto ao mesmo tempo AGORA!!! É bem difícil de traduzir a música dela (e com certeza ficou difícil de entender o que disse! Hahaha).

Uma das peculiaridades mais cativantes da Feist eu afirmo que seja a sua identidade (musical), apenas por um álbum não dá pra a gente julgar isso, mas quando escutamos mais de um, ou todos, fica bem claro que ela tem uma identidade consolidada, embora ainda sim em (re)construção, em todos os seus trabalhos solos, ou parcerias, existem alguns elementos presente em sua música, o que não a impede de crescer, ora experimentos com palma e batendo os pés, ora recorrendo as cordas de violinos, ela sempre traz liberdade em suas composições, acho que podemos fazer uma analogia com as quatros estações do ano, sempre em movimento contínuo a Feist vai mudando e dando continuidade ao seu trabalho.

Outra coisa em que a Feist faz escola é a estruturação de seus álbuns, brincando um pouco com aquela forma hermática (hits, baladas e lado b) e misturando tudo nos seus álbuns, dando uma textura nova, gosta e imprevisível.

No seu primeiro álbum, o Monarch (1999), hoje “leio” ele como um prelúdio de tudo o que estaria por vir, aliás, do que a Feist estaria por trazer (acho que fica melhor colocado assim), do solo de guitarra (emprestado do rock) à tramaticidade dos violinos cantando/gritando numa região mais aguda, nesse álbum chamo atenção para as faixas It's Cool To Love Your Family, One Year A.D. e a deliciosa faixa que intitula o disco Monarch. Seguindo para o Let it Die (2004), aqui a atmosfera é outra, algo mais intimista, os sentimentos começam a pesar mais nesse momento da Feist, e tudo isso só é quebrado em um momento quando a moça entoa Mushaboom, pra mim essa música é pura alegria, perfeita para as (hoje raras) manhãs preguiçosas em que a gente pode ficar se espreguiçando na cama.



Com certeza todos os álbuns da Feist tem o seu valor, cada um com uma beleza diferente, e em alguns momentos com seus erros, aaaahhh esses sim são deliciosos a Feist em toda a sua humanidade! Mas não vai ficar falando de álbum por álbum porque isso demandaria muito trabalho. A Feist durante a sua carreira coleciona críticas positivas e também alguns prêmios, embora nunca tenha ganhado muita evidência na mídia, exceto com comparações a Cat Power (que lançou single novo agora), contudo isso nunca teve grandes influencias em seu trabalho.

No ano passado ela lançou seu último álbum, Metals, esse trabalho que mostra um Feist um pouco menos colorida, diria que beira o sombrio. Na primeira faixa The Bad In Each Other, ela já deixa bem claro a que veio e dá o tom do novo trabalho, da nova Feist: When a good man and a good woman / Can’t find the good in each other / Then a good man and a good woman / Will bring out the worst in the other”, daqui ela segue para o Graveyard, nesse trabalho acho que a voz dela tem um peso bem maior do que nos outros álbuns, agora ela começa as frases que são terminadas pelos instrumentos, e só agora no Metals é que alguns instrumentos de sopro começam a aparecer, uma surpresa encantadora.



Cantando de um forma confortável (sem uma grande amplitude nos registros, nada muito agudo ou grave), a Feist fez um álbum que eu classificaria como antipop, esse trabalho hipnótico simplesmente não traz nenhum hit (ao meu ver), e eu acho que é aqui que reside a maturidade da Feist nesse momento. E é nessa forma que ser que eu acho que a Feist  consolida a sua carreira e vem se tornando uma referência para muitos artistas que estão por vindo por ai.

Aprecie com calma, reflita, deguste cada som e Bom appetit =]





Abum: Metals
Artista: Feits
Gênero: Indie Folk, Pop
Ano: 2011
Tracklist:
  1. The Bad In Each Other
  2. Graveyard
  3. Caught A Long Wind
  4. How Come You Never Go There
  5. A Commotion
  6. The Circle Married the Line
  7. Bittersweet Melodies
  8. Anti-Pioneer
  9. The Undiscovered First
  10. Cicadas & Gulls
  11. Comfort Me
  12. Get It Wrong, Get It Right




Album: The Reminder
Artista: Feits
Gênero: Indie Folk, Pop
Ano: 2007
Tracklist:
  1. So Sorry
  2. I Feel It All
  3. My Moon My Man
  4. The Park
  5. The Water
  6. Sea Lion Woman
  7. Past In Present
  8. The Limit To Your Love
  9. One Two Three Four
  10. Brandy Alexander
  11. Intuition
  12. Honey Honey
  13. How My Heart Behaves


Album: Monarch

Artista: Feist
Gênero: Indie Folk, Pop
Ano: 1999
Tracklist:
  1. It's Cool To Love Your Family
  2. The Onliest
  3. La Sirena
  4. One Year A.D.
  5. Monarch
  6. That's What I Say, It's Not What I Mean
  7. Flight #303
  8. Still True
  9. The Mast
  10. New Torch


Album: Open Season
Artista: Feits
Gênero: Indie Folk, Pop
Ano: 2006
Tracklist:
  1. One Evening (Gonzales Solo Piano)
  2. Inside+Out (Apostle Of Hustle UnMix)
  3. Mushaboom (Mocky Mix)
  4. Gatekeeper (One Room One Hour Mix)
  5. Lonely Lonely (Frisbee'd Mix)
  6. Mushaboom (K-Os Mix)
  7. Snow Lion (With Readmade FC)
  8. Tout Doucement
  9. The Simply Story (With Jane Birkin)
  10. Lovertits (With Gonzales)
  11. Mushaboom (Postal Service Mix)
  12. Gatekeeper (Do Right Mix)
  13. One Evening (VV Mix)
  14. When I Was A Young Girl (VV Mix)
  15. Mushaboom (VV Mix)



Album: Let It Die
Artista: Feits
Gênero: Indie Folk, Pop
Ano: 2004
Tracklist:
  1. Gatekeeper
  2. Inside and out
  3. Leisure suite
  4. Let it die
  5. Lonely lonely
  6. Mushaboom
  7. Now at last
  8. One evening
  9. Secret heart
  10. Tout doucement
  11. When i was a young girl

Album: Look At What The Light Did Now
Artista: Feits
Gênero: Indie Folk, Pop
Ano: 2010
Tracklist:
  1. Look At What The Light Did Now (Solo)
  2. Limit To Your Love
  3. When I Was A Young Girl
  4. My Moon My Man
  5. Secret Heart
  6. Strangers
  7. So Sorry
  8. Where Can I Go Without You
  9. Intuition
  10. The Water
  11. Sea Lion Woman
  12. 1234
  13. Look At What The Light Did Now (Duet With Little Wings)

Fleet Foxes






Fim de ano! Famílias se reunindo, aberturas de presentes, resoluções para um ano novo, promessas, muitos choros, um estado de inércia para muitos e uma turbina de ânimo para outros. Este natal foi diferente para mim. Completamente sozinho em meu apartamento; fazendo o que eu quero; comendo o que quero e tendo a liberdade para pensar sem nenhuma intervenção. Assisti 2 filmes no cinema, andei de bicicleta e dormi antes da meia-noite. Contudo tive tempo de me escutar e temi um pouco.

Às vezes tenho medo de envelhecer sozinho; de não ter ninguém para lembrar-me das memórias que passamos juntos; de não conhecer este força pulsante que as pessoas tanto falam. Medo de ser parte de outro em si mesmo; medo de si mesmo no outro; medo das superficialidades que eu mesmo trato o externo; talvez apenas medo dos sapatos que encontro em minha caixa ou medo dos meus pés calcando estes novos sapatos.

Estes pensamentos de reviravolta foram ainda mais evidentes quando escutei este álbum-mestre do Fleet Foxes, Helplessness Blues. O álbum é um dos mais perfeitos que tive o prazer de dissecar desta arte  que propõe uma ode à vida. Ele traz aquele sentimento de nulidade ou pequenez de um mundo perverso. Cada vez que o escuto percebo alguma coisa perdido lá, outro perfume surge. A poesia é evidente nas canções; parecem que eles jogam pétalas para mexer com nossas inquietudes e dá-lhe uma máscara de oxigênio para controlar os efeitos de suas novas resoluções.

Escutando este álbum sinto um desejo tão forte de mudança. Ele é idealístico desde seu primeiro acorde; é como se Mozart estivesse tocando baroque e colaborando com um Dostoevsky popular. Sinto pássaros voando; escuto a primeira risada de uma criança, talvez minha própria risada; escuto minha primeira cachorrinha, Lessie, latindo e dos sentimentos que tive na morte de meu grande amigo Gustavo. Tenho uma vontade imensa de correr; de dizer os fantasmas que temo; de reconhecer minhas fraquezas e me perdoar por elas.

Felizmente, o álbum foi reconhecido pela maioria da boa crítica e aclamado em quase todas as listas de fim de ano, como um dos melhores álbuns de 2011. Justiça seja feita, este álbum foi a porta de entrada da banda ao grande escalão da música folk mundial, cada vez mais rica. O sorriso sorri, o caos se agita sem extrapolar, até eu perco meu talento de pensar em comparações. Enfim, é mandatório... Escutem este álbum! Aprenda! Viva-o! E se isto te foi útil para você, por favor, compartilhe conosco o que pensam. Sempre nos alegra saber se nossos pensamentos e sentimentos são entendidos pelos leitores.




HELPLESSNESS BLUES 2011



1.            "Montezuma" 
2.            "Bedouin Dress" 
3.            "Sim Sala Bim" 
4.            "Battery Kinzie" 
5.            "The Plains / Bitter Dancer"
6.            "Helplessness Blues" 
7.            "The Cascades" 
8.            "Lorelai"              
9.            "Someone You'd Admire"
10.          "The Shrine / An Argument"
11.          "Blue Spotted Tail" 
12.          "Grown Ocean"  



FLEET FOXES 2008



1.            "Sun It Rises"  
2.            "White Winter Hymnal" 
3.            "Ragged Wood" 
4.            "Tiger Mountain Peasant Song" 
5.            "Quiet Houses" 
6.            "He Doesn't Know Why"
7.            "Heard Them Stirring" 
8.            "Your Protector" 
9.            "Meadowlarks" 
10.          "Blue Ridge Mountains"
11.          "Oliver James"  

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